Comemorações dos 24 anos da elevação da Gastronomia a Património Cultural

Este ano, o Algarve será o centro das comemorações dos 24 anos da elevação da gastronomia portuguesa a bem imaterial do património cultural de Portugal.

Alguns municípios algarvios vão assim receber um conjunto de iniciativas inseridas nestas comemorações, organizadas pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho e ARVP – Associação das Rotas dos Vinhos de Portugal, em parceria com a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Federação das Confrarias Báquicas de Portugal, Comissão Vitivinícola do Algarve e municípios associados.

Além da região do Algarve, mais uma vez se promovem iniciativas em vários pontos do território nacional, durante o mês de julho, mas com particular incidência na chamada Semana da Gastronomia Portuguesa elevada a Património Cultural, que decorrerá entre 20 e 28 de julho.

A gastronomia portuguesa foi elevada a bem imaterial do património cultural de Portugal em 26 de julho de 2000, mas este é um importante facto pouco conhecido (ou recordado) da população em geral e até das pessoas e instituições mais ou menos diretamente ligadas ao mundo gastronómico.

Perante a indiferença que se registava, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) e a Associação das Rotas de Vinho de Portugal (ARVP) decidiram, em 2020, ‘recuperar’ a data e desde então, anualmente e com a participação dos municípios associados e outros organismos parceiros, dá-se continuidade a esta iniciativa.

Reconhecendo que o vinho é já, incontestavelmente, o ‘parceiro’ natural da gastronomia e a harmonização entre os dois constitui uma das ‘experiências’ mais apaixonantes do produto enoturismo foi adotado o mote: Gastronomia e Vinho porque ninguém é feliz sozinho!

Depois de Santarém (2020); Pinhel/Cidade do Vinho 20/22’ (2021); Madalena do Pico (2022); Castelo Branco e Machico (2023), o Algarve vai ser a região que este ano receberá o conjunto de iniciativas comemorativas.

Recordemos os dois primeiros pontos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 96/2000:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:
1 – Intensificar as medidas de preservação, valorização e divulgação da gastronomia nacional enquanto valor integrante do património cultural português.
2 – Para efeitos do número anterior, entende-se por gastronomia nacional o receituário tradicional português, assente, designadamente, em matérias-primas de fauna e flora utilizadas ao nível nacional, regional ou local, bem como em produtos agro-alimentares produzidos em Portugal, e que, pelas suas características próprias, revele interesse do ponto de vista, histórico, etnográfico, social ou técnico, evidenciando valores de memória, antiguidade, autenticidade, singularidade ou exemplaridade.

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