Propostas apresentadas na Assembleia Geral da rede europeia visam valorizar o património vitivinícola português e reforçar a ligação entre vinho, cultura e turismo. Município da Vidigueira distinguido pelo trabalho de preservação e promoção do Vinho de Talha.
A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) propôs acolher em Portugal quatro conferências internacionais da Iter Vitis, a rota cultural do Conselho da Europa dedicada ao património vitivinícola, e criar Espaços Iter Vitis nos principais museus do vinho e centros interpretativos do país. As propostas foram apresentadas por José Arruda, secretário-geral da AMPV, na Assembleia Geral da rede, que reuniu representantes de 16 países em Ilok, na Croácia.
A reunião decorreu no âmbito da conferência internacional «O Círculo Europeu do Vinho como Motor do Desenvolvimento Turístico» e incluiu ainda a cerimónia de entrega dos Prémios Iter Vitis.
Quatro conferências para valorizar os territórios portugueses
A proposta da AMPV prevê a realização de quatro conferências internacionais em Portugal, associando o património vitivinícola a diferentes recursos culturais e turísticos dos territórios anfitriões.
As iniciativas propostas são:Barcelos, com enfoque no itinerário cultural do Caminho Português de Santiago; Ilha do Pico, Açores, dedicada à rota cultural do Conselho da Europa e ao património vitivinícola da ilha; Câmara de Lobos, Cidade Portuguesa do Vinho 2027, valorizando a identidade vitivinícola do município e o seu enquadramento natural, marcado pela proximidade das florestas de Laurissilva; Évora e Vidigueira, destacando a dinâmica cultural associada a Évora e o trabalho de preservação e promoção do Vinho de Talha desenvolvido na Vidigueira.
Com esta proposta, a AMPV pretende reforçar a projeção internacional dos territórios portugueses, promovendo o património do vinho como recurso de valorização cultural, turística e económica.
Espaços Iter Vitis nos museus portugueses do vinho
A AMPV apresentou também uma proposta para a criação de Espaços Iter Vitis nos principais museus do vinho e centros interpretativos nacionais, com o objetivo de dar maior visibilidade à dimensão europeia do património vitivinícola português e reforçar a ligação dos equipamentos culturais à rede Iter Vitis.
A iniciativa poderá articular-se com o trabalho desenvolvido pela AMPV no âmbito da Rede de Museus Portugueses do Vinho, que integra equipamentos dedicados à história, à cultura e às tradições vitivinícolas de diferentes regiões do país.
Entre os museus e centros interpretativos identificados estão o Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia; o Museu do Vinho do Cartaxo; o Museu do Vinho do Redondo; o Museu do Vinho de Alenquer; o Museu do Vinho de Bucelas; o Museu do Alvarinho, em Monção; o Centro de Interpretação do Vinho Verde, em Ponte de Lima; o Museu do Douro; a Quinta e Museu do Sanguinhal, em Alenquer; o Museu do Vinho do Porto, no Porto/Vila Nova de Gaia; e o Centro Interpretativo do Vinho de Talha, em Vila de Frades, no concelho da Vidigueira.
Vidigueira distinguida nos Prémios Iter Vitis
A participação portuguesa ficou também marcada pela distinção atribuída ao Município da Vidigueira, vencedor na categoria de Melhor Instituição Pública — Promotora do Património Vitivinícola e do Desenvolvimento do Turismo Cultural.
O município esteve representado pela vice-presidente da Câmara Municipal, Ana Farinho, e pelo chefe de gabinete, José Miguel Almeida.
A distinção reconhece o trabalho desenvolvido pela Vidigueira na valorização do património vitivinícola enquanto recurso para o turismo cultural e para o desenvolvimento local, com particular destaque para a salvaguarda e promoção da tradição dos vinhos de talha.





